segunda-feira, 15 de outubro de 2012

PARA PAIS, FAMILIARES, EVANGELIZADORES E TODOS QUE TRABALHAM NA EDUCAÇÃO INFANTIL (Do livro “ESPIRITISMO PARA AS CRIANÇAS” - Cairbar Schutel)




O que é a Oração?
A oração é a elevação da nossa alma para Deus: é por ela que entramos em comunicação com Ele e dele nos aproximamos.

Deus atende àqueles que oram com fé e fervor?
Deus envia-lhes sempre bons Espíritos para os auxiliarem.

Existem fórmulas especiais de orações?
Não. A divindade pouco se preocupa com as fórmulas; as intenções do suplicante é que fazem peso na balança da Bondade Divina.

Por que então existem, mesmo no Espiritismo, orações ditadas por Espíritos e que foram publicadas em livros?
Para ensinar os homens a raciocinar quando se dirigem a Deus e fazê-lo não só por meio de palavras, como também pelo sentimento e com inteligência.

Então essas fórmulas não compõem um ritual?
O Espiritismo não tem ritual nem formalismo. O intuito dos Espíritos, dando-nos uma coleção de Preces, é nos oferecer um modelo de como deve ser feita a Prece, sem que por isso se restrinjam às palavras escritas. É, ainda mais, como se disse, tornar a Oração inteligente e compreendida, e dar o sentido da petição que devemos fazer ao Supremo Criador, para aprendermos a pedir o que nos convém e o que nos é útil.

A Oração é agradável a Deus?
Sim, porque é um ato de humildade, é o reconhecimento das nossas fraquezas e da nossa inferioridade, evocando o auxílio dos Poderes Superiores, sempre solícitos em atender aos nossos rogos.

O que dizer das orações repetidas inúmeras vezes?
Já dissemos que a bondade de Deus não está voltada para as fórmulas e o número de palavras, mas sim para as intenções de quem ora. As intermináveis ladainhas, as “Ave Marias” e “Padre Nossos”, repetidos 5 ou 7 vezes, as rezas pronunciadas com os lábios, que o coração não sente e a inteligência não compreende, não têm valor perante Deus. Jesus disse: “Não vos assemelheis aos hipócritas que pensam que pelo muito falar serão ouvidos”. O essencial é orar bem e não muito.

Por quem devemos orar?
Por nós mesmos, por nossos parentes, pelos nossos amigos e inimigos deste e do outro Mundo; devemos orar pelos que sofrem e por aquele por quem ninguém ora.


Kátia Bandeira

domingo, 14 de outubro de 2012

DEUS OUVE NOSSAS PRECES




PERGUNTA: Nas preces, tenho a impressão que Deus não a ouve. Por quê? Seria falta de fé?

Se você está esperando uma manifestação ostensiva, como uma voz que respondesse às suas preces ou objetos que se movimentem, isto, realmente, não vai acontecer, porque, caso aconteça, não é uma ação de Deus e sim, de espíritos, que pretendem ajudá-la.

Deus ouve sim as nossas preces sinceras, humildes e nos responde através dos acontecimentos da vida, embora, não do modo que pretendemos, nem no espaço de tempo que queremos.

Às vezes, desesperados, queremos uma solução imediata para o problema que nos aflige e aparentemente não recebemos nenhuma resposta. Entretanto, a resposta pode estar no próprio problema.

Veja este exemplo: pedimos a Deus a cura de uma enfermidade grave e nada acontece; pode ser que a doença seja a verdadeira cura, não para um corpo que poderá viver mais alguns anos, mas para o espírito imortal que viverá para sempre. Todas as vezes que algo grave, como enfermidades, nos atingir, ou crises financeiras, pode ter a certeza que a enfermidade ou o problema está tentando nos ensinar alguma coisa. Precisamos ficar atentos para aprender.

Outra coisa importante de ser lembrada, é que estamos condicionados a orar para pedir e nos esquecemos de orar para agradecer ou para louvar. Não que Deus precise das nossas louvações, porém, será bom para nós mesmos, o reconhecimento de um ser superior que nos ama e protege.

Outra observação é a de transformar as preces em ação, trabalho, realização em favor da vida e do próximo. Uma última observação: quando você for orar, recolha-se em seu quarto, isto, em seu coração. Faça silêncio e vai ouvir o murmúrio de Deus através da própria natureza que te cerca.

(Portal do Espírito)

Kátia Bandeira

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Amanhã, dia 03 de Outubro é aniversário de Allan Kardec





HIPPOLYTE LÉON-DENIZARD RIVAIL (ALLAN KARDEC) - Allan Kardec nasceu Hippolyte Léon-Denizard Rivail, em 03 de Outubro de 1804 em Lyon, França, no seio de uma antiga família de magistrados e advogados. Educado na Escola de Pestalozzi, em Yverdum, Suíça, tornou-se um de seus discípulos mais eminentes.
Foi membro de várias sociedades sábias, entre as quais a Academie Royale d'Arras. De 1835 à 1840, fundou em seu domicílio cursos gratuitos, onde ensinava química, física, anatomia comparada, astronomia, etc.
Dentre suas inúmeras obras de educação, podemos citar: "Plano proposto para a melhoria da instrução pública" (1828); "Curso prático e teórico de aritmética (Segundo o método de Pestalozzi)", para uso dos professores primários e mães de família (1829); "Gramática Francesa Clássica" (1831); "Programa de cursos usuais de química, física, astronomia, fisiologia"(LYCÉE POLYMATIQUE); "Ditado normal dos exames da Prefeitura e da Sorbonne", acompanhado de "Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas (1849).
Por volta de 1855, desde que duvidou das manifestações dos Espíritos, Allan Kardec entregou-se a observações perseverantes sobre esse fenômeno, e, se empenhou principalmente em deduzir-lhe as conseqüências filosóficas.
Nele entreviu, desde o início, o princípio de novas leis naturais; as que regem as relações do mundo visível e do mundo invisível; reconheceu na ação deste último uma das forças da Natureza, cujo conhecimento deveria lançar luz sobre uma multidão de problemas reputados insolúveis, e compreendeu-lhe a importância do ponto de vista religioso.
As suas principais obras espíritas são: "O Livro dos Espíritos", para a parte filosófica, e cuja primeira edição surgiu em 18 de Abril de 1857; "O Livro dos Médiuns", para a parte experimental e científica (Janeiro de 1861); "O Evangelho Segundo o Espiritismo", para a parte moral (Abril de 1864); "O Céu e o Inferno", ou "A Justiça de Deus segundo o Espiritismo" (Agosto de 1865); "A Gênese, os Milagres e as Predições (Janeiro de 1868); "A Revista Espírita", jornal de estudos psicológicos.
Allan Kardec fundou em Paris, a 1º de Abril de 1858, a primeira Sociedade Espírita regularmente constituída, sob o nome de "Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas".
Casado com Amélie Gabrielle Boudet, não teve filhos.
Trabalhador infatigável, desencarnou no dia 31 de março de 1869, em Paris, da maneira como sempre viveu: trabalhando. ("Obras Póstumas", Biografia de Allan Kardec, edição IDE)