.

.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Finados - na visão Espírita






O dia de finados é uma lembrança que a vida não acaba após a morte do corpo físico. E não deve ser motivo de tristeza, e sim de relembrar momentos bons, e acreditar que não existe um "adeus" e sim um "até logo".

História - Com a ascensão da Igreja Católica, na época Romana, à categoria de religião oficial, no reinado de Constantino Magno no ano de 321, houve que faze
r cedências e assimilar a cultura latina e a de outros povos que praticavam rituais e procediam a festivais nos cemitérios, em homenagem aos antepassados.

A partir do século XIII, a Igreja instituiu o dia 2 de Novembro como o Dia de Finados.

Um pouco por todo o lado este culto é praticado, apenas variando nas datas: na China comemora-se o Festival do Fantasma Faminto durante o Outono; no Japão o Festival das Lanternas (Obon) acontece entre 13 e16 de Julho; mesmo o termo Halloween parece ser uma corrupção do termo católico “Dia de Todos os Santos”, praticado nos festivais dos antigos povos celtas na Irlanda, cujo Verão terminava a 31 de Outubro.

Visão Espírita

No Espiritismo não há um dia especifico para recordar e homenagear os entes queridos, pois todos os dias do ano são bons para o fazermos e eles, que continuam vivos, embora noutra dimensão, agradecem as nossas lembranças sinceras, qualquer que seja o local onde elas se dêem.

Se estiverem felizes, regozijar-se-ão com o amor que lhes dedicamos e com a saudade que sentimos; se ainda se encontrarem algo perturbados (por desencarne recente ou violento, por exemplo), mais reconhecidos ficarão, pois a nossa prece lhes levará consolo e alívio, abrindo janelas luminosas para o auxílio que se lhes faz necessário.

Pouco se importarão se os visitamos ou não nos cemitérios, pois sabem que aí apenas se encontram os despojos carnais que lhes serviram para mais uma etapa de evolução e que, causa de sofrimento nos derradeiros tempos, abandonaram com alegria. Se lá comparecem é para mais um reencontro com os que ainda se encontram na terra e que mantêm o culto das sepulturas.

Se queremos homenagear o nosso “ente queridos falecidos”, recordemo-los nos momentos bons e troquemos uma ida ao cemitério, ou mais uma missa, por uma ação caridosa em seu nome e isso lhes será mais útil e recebido como uma prova do amor que lhes continuamos a dedicar. Até um novo reencontro, pleno de alegria.

Vejamos o que nos dizem os Espíritos, através de Kardec:

321. O dia da comemoração dos mortos é, para os Espíritos, mais solene do que os outros dias? Apraz-lhes ir ao encontro dos que vão orar nos cemitérios sobre seus túmulos?

“Os Espíritos acodem nesse dia ao chamado dos que da Terra lhes dirigem seus pensamentos, como o faz noutro dia qualquer.”

a) - Mas o de finados é, para eles, um dia especial de reunião junto de suas sepulturas?

“Nesse dia, em maior número se reúnem nas necrópoles, porque então também é maior, em tais lugares, o das pessoas que os chamam pelo pensamento.

323. A visita de uma pessoa a um túmulo causa maior contentamento ao Espírito, cujos despojos corporais aí se encontrem, do que a prece que por ele faça essa pessoa em sua casa?
“Aquele que visita um túmulo apenas manifesta, por essa forma, que pensa no Espírito ausente. A visita é a representação exterior de um fato íntimo. Já dissemos que a prece é que santifica o ato da rememoração. Nada importa o lugar, desde que é feita com o coração.”

“ O Livro dos Espíritos “
____________________________________
É bom lembrar...

Que não devemos julgar para não sermos julgados. Esse texto foi retirado de uma revista, achei muito interessante e espero que tenham gostado. E me desculpe se ofendi a crença ou as ideias de alguém, não foi minha intenção, apenas quis mostrar o que a Doutrina Espírita e o pensamento espírita diz sobre isso.

Lembremos também que, quando a pessoa vai aos cemitérios, entregam flores, velas, orações, santinhos, copos d'água, entre outros, a pessoa entrega com enorme amor no coração, ela muita das vezes faz uma prece com mais calor vendo o que está sendo presenteado. Essa é a força do pensamento. Não que seja necessário vela, flores, mas a pessoa ao entrar em contato com as velas, flores entre outros, fixa a mente nisso e com certeza mantém um contato com o espírito querido.

Visão Espírita respeitando a todas as crenças.

GRUPO DE ESTUDOS AMIGOS DE CHICO XAVIER

Nenhum comentário:

Postar um comentário