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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Prumo da consciência






A autoeducação – tema constantemente discutido, realização raramente buscada.
Ninguém lhe escapa ao imperativo e podemos afirmar que fora da autoeducação não há evolução. Essa medida será sempre o passo inicial na senda do burilamento, o primeiro gesto do recomeço perante o erro, a meta essencial de qualquer empreendimento de melhoria moral.
Indispensável o estudo em toda iniciativa de auto aperfeiçoamento. O livro é a chave de luz da porta estreita de acesso aos Planos Superiores.
Vida constitui modificação e o maior fator de modificação da criatura é o estudo. Quem lê adquiri ideias e ideais.
Ninguém possui simpatia, talento, inteligência ou conhecimento por suposição. Qualidades morais ou intelectuais não são para confessar-se, confessam-se. Sem suor de análise, não chegamos nem mesmo a entender-nos.
A cada ocorrência, notícia ou manifestação de que você se inteire, o senso de vigilância em você se submete a uma prova.
Em tudo precisamos conjugar o verbo conhecer, segundo o raciocínio – o prumo da consciência.
Inevitável saber andar, trabalhar, alimentar-se, dormir, sentir, pensar e confiar raciocinadamente. Nunca fazer algo de modo mecânico, sem discernimento.
E para julgarmos acertadamente os valores da vida e do Universo, o Espiritismo nos coloca em mãos o metro da verdade. Sem ele a existência terrestre, com toda a sua legião de tarefas e acontecimentos, fenômenos experiências, tornar-se-ia ininteligível, ilógica, absurda.
A Doutrina Espírita pacífica o entendimento e asserena o coração, infundindo ordem em nossos atos e atitudes. Para o Espiritismo, ninguém está sem remédio, nenhum problema se demora insolúvel.
Necessário estudar para que venhamos a selecionar naturalmente as ondas mentais que nos envolvem.
Toda ideia renovadora, na Terra, nasce de esforço sobre esforço e teve por mãe, uma consciência; por berço, um corpo; por data, uma encarnação.
Hoje é o nosso front no eterno presente. O tédio é o gêmeo do ócio.
O trabalho material será gradativamente reduzido ou eliminado na face do Globo, haja vista as fabricas sem operários existentes na atualidade, mas a supressão da faina mais rude não nos extinguirá a necessidade de aprimoramento do espírito.
Estudemos, burilando-nos, sejamos os batedores da estrada para a Nova Era.

(Do livro ‘Técnica de Viver’,
 de Waldo Vieira, pelo espírito de Kelvin Van Dine)

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