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sábado, 29 de outubro de 2011

"Divaldo Franco" Um ser Iluminado

Como tenho uma grande admiração pelo Médium Divaldo Franco, e por já ter assistido diversas palestras e todas sempre maravilhosas como a que participou em Balneário Camboriú na orla da praia  na   Barra Norte. Na ocasião, o médium falou a um público de aproximadamente três mil pessoas.
 É com muita humildade que estou postando essa entrevista, pois acredito que será apreciada pelos os irmãos.

Entrevista com Divaldo Franco

P - Divaldo percebe-se que há um despertamento da humanidade para a busca do lado espiritual, a que se atribui isso?
R – A ciência e a tecnologia solucionaram inúmeros problemas do pensamento humano, mas não equacionaram o problema da paz. O homem moderno que penetra nas galáxias e nas micro-partículas não logra conscientemente penetrar no mago dos seus sentimentos. As metas estabelecidas pela cultura hodierna são imediatistas e quando o indivíduo as alcança, elas perdem o sentido. Eis por que o ser que se aventura na jornada reencarnacionista nos dias de hoje, sente um grande vazio no coração, numa ânsia imensa pela eternidade. Desse modo, de acordo com os níveis de consciência os seres humanos estão buscando respostas espirituais e viajando na direção da imortalidade. Esta é a razão fundamental da grande busca do espiritualismo em todas as suas denominações na terra dos nossos dias.
P - A mediunidade também está dentro do espiritualismo e qual a finalidade da mediunidade em geral?
R – Somente através do fenômeno mediúnico é que se pode ter a prova científica da imortalidade da alma. As religiões ortodoxas do passado e algumas outras do presente, castraram os dons, atribuídos pelo apóstolo Paulo às criaturas humanas, e também, referidos por Jesus, quando ele asseverou que nós poderíamos fazer tudo o que ele fez se tivéssemos fé. Então a mediunidade tem por objeto essencial provar que a morte daqueles que saíram da Terra não encerrou a vida.
A mediunidade tem por finalidade essencial ensejar aos espíritos a sua comunicação demonstrando a sobrevivência da alma após o decesso tumular. Na história ela sempre esteve presente como profecia, nas revelações das sibilas, dos hierofantes, por cujos meios eles se comunicavam sempre. Graças a Allan Kardec, esta adquiriu cidadania cultura tornando-se o instrumento pelo qual a vida que permanece depois do túmulo pode ser pesquisada em laboratório.
P – Como se processa o seu desenvolvimento?
R - Segundo Allan Kardec todos somos portadores de faculdades mediúnicas, uns são os médiuns ostensivos, aqueles nos quais a mediunidade aparece sem aviso prévio, outros são os médiuns naturais que Charles Richet denominava o sexto sentido. A faixa vibratória na qual saindo dos sentidos materiais adentramos nos fenômenos de natureza super-normal. A sua educação como a da inteligência a da memória dá-se através do exercício do conhecimento das suas funções, das reflexões profundas, da meditação e da prece.
P – Há técnicas especiais para se adquirir a mediunidade?
R – Quando ela não se apresenta espontaneamente cada um de nós pode exercitar a concentração interior de modo que aprofundando nosso pensamento no mago do ser, passamos a captar as vibrações para-físicas e lentamente vamos ampliando o campo das percepções até o fenômeno tornar-se mais ostensivo, mais vigoroso através do exercício, portanto, é que educamos a mediunidade, é que lhe ampliamos as possibilidades, é que dispomos de uma técnica particularmente na mediunidade espírita, que nos exige a reforma interior para melhor, a adoção dos postulados de Jesus a fim de melhor sintonizarmos com os espíritos nobres.
P – Como saber se uma obsessão é mediunidade desorientada?
R - Na raiz de todo fenômeno obsessivo há um espírito devedor. Para que haja o fenômeno da obsessão é necessário que o indivíduo seja portador de uma faculdade mediúnica, seja ela a intuição aguçada que irá permitir a telepatia do adversário, seja a psicofônica através da qual o espírito em se imantando ao períspirito do enfermo transmite-lhe as sensações compatíveis ao seu estado, de mal-estar, de vingança ou de ressarcimento do mal que lhe foi feito o que é sempre uma loucura. Portanto, daí o dizer que nas mediunidades atormentadas existem invariavelmente obsessões e nas obsessões o fenômeno dá-se, o da interferência do espírito adversário graças à faculdade mediúnica não disciplinada.
P – Quantos espíritos escrevem por seu intermédio?
R – O Dr. Washington Luis Nogueira Fernandes, que me tem biografado e feito estatísticas das minhas atividades graças a documentação de que disponho, chegou a contabilizar 263 que já foram publicados. Mas, como venho psicografando cartas particulares do além-túmulo para pessoas que não as publicam por motivos compreensíveis, eu acredito que já ultrapassamos 400.
P – Tivemos conhecimento de que recentemente no Congresso Espírita em Paris 2004, você recebeu mensagem psicografada espelhada em Francês, frente a 1800 pessoas. Isso acontece com frequência?
R – Não acontece com frequência. A minha primeira experiência foi num programa na TV da cidade de Uberaba quando fui agraciado com o título de cidadão Uberabense. Após a cerimônia no dia seguinte, um programa chamado “A Bigorna” porque os entrevistadores bigornavam o entrevistado; então, estava o materialista, o professor da universidade, outras personalidades e me entrevistaram em tom de debate muito acalorado. Ao término o mediador do programa perguntou se eu poderia psicografar, expliquei-lhe que não dependia de mim, mas como vi a mentora Joanna de Angelis presente, eu aquiesci e disse que iríamos tentar. Para minha surpresa veio uma mensagem escrita em Inglês especularmente para ser lida através do próprio espelho. A surpresa foi geral, Chico Xavier ainda estava encarnado e acompanhou o programa pela televisão como me disse depois. Posteriormente eu psicografei outra na cidade de Ellon College na Carolina do North, na residência do senhor Haddad em uma reunião íntima. Mais tarde, voltei a psicografar em uma atividade em uma igreja na cidade de San Antônio no Texas, em uma reunião promovida pelo Dr. John Zerio, ainda mais uma vez eu tive a experiência em Inglês. E essa em Francês em Paris, foi uma grande surpresa. No entanto já havia escrito linearmente em Francês, em Italiano, Alemão e até mesmo em árabe, cujas mensagens conversamos os originais com muito carinho.
Recebi duas mensagens em Alemão, uma em público e outra em Salvador dirigida ao Engenheiro André Studer, que publicou no livro que ele estava escrevendo de nome “Manur”. Foi muito curioso porque André Studer é uma alma muito querida, um grande amigo nosso e benfeitor e um dia Joanna de Angelis apareceu e queria mandar a ele uma mensagem, que pensei ser uma mensagem convencional em Português. Ela escreveu para ele em Alemão antigo a respeito do livro que ele estava escrevendo de que ninguém sabia só ele e a esposa. Então mandei a mensagem sem saber do conteúdo e mais tarde ele me confidenciou que foi a maior prova da excelência do livro e que ele, teve da mediunidade. (Ele sabe que eu não falo alemão, sabia que eu não estava informado de maneira nenhuma). Ele publicou no livro contando como a mensagem chegou quem é Joanna de Angelis etc.
Recebi outra mensagem em Italiano na Comunità Vita Nuova em Milão. Estava em uma reunião e Ernesto Bozzano veio e escreveu em Italiano sem ninguém esperar. Posteriormente eu recebi uma segunda mensagem em Italiano dirigida ao então presidente do Vita Nuova, Antonio Rosa Spina, hoje desencarnado.
P – Você escreve muitos livros na linha psicológica que são utilizados por vários estudantes de psicologia. Qual a posição da ciência frente às obras mediúnicas?
R – Graças à psicologia transpessoal há hoje uma visão muito digna em torno do trabalho que vem do além-túmulo pela visão, pela observação dos seus estudiosos. Quando Joanna de Angelis começou a escrever a série psicológica, são 12 livros, a mim causou uma grande surpresa e eu perguntei-lhe como é que ela tendo desencarnado em 1822 poderia escrever sobre assuntos da atualidade, referir-se a autores e a escritores, a psicólogos, psicanalistas, psiquiatras do século 20. Ela explicou-me, com a clareza do seu raciocínio, que o conhecimento vem do mundo espiritual para o terreno e não deste para aquele. Ela não foi uma psicóloga acadêmica, mas que no mundo espiritual muitos daqueles que vieram trazer a psicologia estiveram em convívio com ela e outros, debatendo temas, construindo os processos da doutrina e reencarnaram sob a sua assistência, do grupo. Quando retornaram foram avaliados, comentados, e outros missionários do pensamento vieram a Terra. Desse modo ela estava muito familiarizada, particularmente com a doutrina de Karl Gustave Jung por abrir na sua psicologia profunda uma possibilidade muito ampla para a psicologia transpessoal. Porque o desejo da querida Benfeitora é de fazer uma ponte entre a psicologia e o Espiritismo, demonstrando que Allan Kardec foi o primeiro psicólogo não acadêmico, porque ele penetrou no mago dos conflitos humanos e ofereceu as respostas hábeis e as terapias mais edificantes. Então hoje, os psicólogos, não apenas os transpessoais examinam a produção mediúnica e aceitam, com as exceções compreensíveis. Havemos no Brasil os que estão adotando nos seus cursos universitários algumas das obras de Joanna de Angelis, como grupos de psicólogos que as estudam em todo o território nacional. Eu tenho relacionado mais de 30 nomes de instituições espíritas que tiveram a gentileza de mandar comunicar-me que Joanna de Angelis foi estudada sob a orientação de psicólogos.
P – Por favor, fale-nos da Instituição educacional que você fundou e dirige no Brasil e como é possível visitá-la?
R – A Mansão do Caminho é uma experiência sui generis, nasceu de uma visão psíquica que tive em 1949 e foi edificada na tradição da época como um lar de crianças órfãs. Em 1952 nós inauguramos, mas em 1955 um amigo encontrou a área do terreno onde estamos até hoje que era o que eu houvera visto no desdobramento psíquico e com muito esforço nossa instituição adquiriu metade da área posteriormente o restante, e ali edificamos uma obra sui generis na América Latina.
Foram os primeiros lares substitutos do continente sul-americano. Uma comunidade com casas, cada uma delas com 8 crianças com ambos os sexos para tirar o encanto dos tormentos sexuais muito vigentes na época. Como eram crianças abandonadas, que não tinham pais, que foram desprezadas nós mantivemos muito a imagem paterno sendo Nilson e eu a representação masculina e nos lares uma tia. Evitamos colocar o nome mãe para não romper os seus laços com a consanguinidade e evitamos também ser chamados de pais, somos todos tios, como se eles fossem órfãos e familiares nossos e fossem transferidos para a nossa residência.
Chegamos a ter 125 crianças simultaneamente. Para bem atendê-las criamos uma comunidade, primeiro uma creche, depois um jardim de infância, depois uma escola fundamental, depois as escolas profissionalizantes. Por volta de 1982, Joanna de Angelis, a mentora disse-nos que o método já não era compatível com a visão da psicopedagogia moderna. Porque retirar a criança do seu meio-ambiente era dar-lhe um meio-artificial, porque chegaria o momento em que ela teria que voltar as suas raízes, voltar à sociedade e no ambiente fechado estava superprotegida, não se podia fazer um ambiente aberto porque necessitaríamos de vigilância o que seria anti-psicológico.
Então que nós ampliássemos a obra; a criança seria levada pela manhã passaria todo dia conosco e voltava à sua casa a noite. Mesmo no caso dos órfãos, sempre há um familiar, um tio, uma avó e nós nos responsabilizaríamos por mantê-los, porém em casa. Assim, deixamos de ter os lares à medida que todos foram emancipando-se nós não os renovamos e hoje temos 3.190 crianças e jovens. Chegam às 7 horas fazem a refeição, a merenda, o almoço, a merenda e os menores antes de sair tomam o último lanche para ir para casa. Como notamos a carência no bairro que é muito grande, todos levam para casa pães, café e leite. Esta é uma maneira de nós chegarmos a família que também está carente. Dessa forma os nossos meninos entram em nossa creche aos 2 meses, saem com 2 anos e vão para o Jardim de Infância agora para a alfabetização e logo entram no fundamental. Como nosso bairro é muito carente nós temos um Centro Médico que atende a uma média de 400 a 500 pessoas por dia. O centro médico tem 14 médicos, 2 odontólogos, laboratório de análises clínicas e procuramos dar todos os remédios, porque o grande problema é fome. As pessoas não têm dinheiro para comer e menos para comprar medicação. E porque a dor é muito grande, nós atendemos a 92 soro-positivos do HIV, a tuberculosos, a ex-hansenianos. Atendemos a 250 famílias que estão abaixo do nível da miséria, 150 em promoção. São aquelas famílias cujos filhos estão em nossas escolas e cujos pais necessitam de trabalhar. Nós pagamos o aluguel das casas, damos uma cesta básica para a semana e os filhos ficam conosco, mas os pais têm que trabalhar. Depois de 6 meses de assistência completa eles estão promovidos socialmente e cedem o lugar para outro.
Dessa forma, nós temos uma rede de atendimento a quase 5.000 pessoas por dia. E do lado espírita nós temos atendimento fraterno diariamente de 9 as 11, das 14 as 17. Reuniões nós temos 5; reuniões públicas, reuniões de estudos espíritas, conferências, aulas de evangelização infanto-juvenil aos domingos. Temos 8 sessões mediúnicas em diferentes dias e salas, e ao mesmo tempo, procuramos estar sempre as ordens para atender os necessitados quando ocorre um problema. Temos uma equipe de visitadores; porque às vezes a pessoa adoece e deseja uma palavra amiga, um socorro magnético, uma bio-energia e não tem para onde apelar. Telefonamos-nos, nós encaminhamos o apelo para o setor e sempre irá alguém visitar até a pessoa poder ir. A comunidade é, portanto muito grande, nós temos mais de 400 voluntários, 200 funcionários remunerados, 7 cozinhas para poder atender a tão larga faixa de alimentação. Qualquer pessoa chegando a Salvador desejando visitar não tem o menor problema, liga para o número 3393.2018. Será muito bem recebido e vai aos dias úteis de segunda a sexta das 9 as 11 e das 14 as 17, nós temos uma comissão de recepção diária que apresenta a obra, dá informações e orientação.

(Fonte: Entrevista feita no dia 13 de Junho de 2005, com Divaldo Franco após o encerramento do Primeiro Mini Congresso Espírita Britânico).

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